A maioria não sabe, mas o uso do plástico PVC deverá ter seus dias contados. Sua produção é extremamente poluente, assim como a de todas as resinas vinílicas, utilizadas também em pisos vinílicos e alguns impermeabilizantes.
As resinas vinílicas são todas carcinogênicas segundo a americana EPA (2008), e a exposição prolongada a estas substâncias pode causar gastrite, dermatites e problemas de fígado. Outro problema grave do PVC está na sua queima, pois pode liberar a substância mais tóxica produzida pelo homem, a Dioxina.
Além de suas características carcinogênicas, os plásticos não-biodegradáveis como o PVC apresentam um sério problema para o lixo das grandes cidades. Por se tratar de compostos orgânicos, os componentes destes plásticos podem ocasionar um impacto sistêmico, pois suas substâncias se aderem a plantas e animais, causando doenças e morte por grandes distâncias. O PVC ainda utiliza gás cloro em sua fabricação que, quando queimado, libera ácido clorídrico, causador da chuva ácida.
Já é comprovado que os aditivos do PVC são altamente tóxicos. A Suécia foi o primeiro país a votar, em 1995, a extinção em fases do uso do PVC. A Dinamarca introduziu um imposto de vendas do PVC em 1999, e proíbe o uso de aditivos do PVC; desde 1997 brinquedos de PVC foram banidos da Áustria, França, Grécia, México, Noruega e Suécia. 43% da matéria-prima do PVC é derivada do petróleo, 82% dos dejetos de PVC vão para o lixo, 15% é incinerado, sendo que a incineração gera substâncias tóxicas. A fabricação de PVC utiliza 8 vezes mais energia do que a madeira por exemplo (ECOHOUSE, 2007).
Um texto pesquisado, provindo de um artigo lançado no The Institute of Science in Society, explicita de forma clara os perigos do PVC:
A produção de PVC envolve o transporte de materiais explosivos perigosos tais como o monovinil cloreto (um carcinogênico) e gerador de lixos tóxicos, notavelmente o alcatrão dicloreto de etileno. Os resíduos de piche (ou alcatrão) contêm enormes quantidades de dioxinas que quando incinerado ou aterrado dispersa dioxina no ambiente. Numerosos aditivos são incorporados no produto de consumo, incluindo amaciadores para torná-lo flexível, metais pesados como estabilizadores das cores e fungicidas. Dioxinas são geradas durante a fabricação e aparece no descarte como lixo e algumas vezes no próprio produto. Plastificantes não ficam confinados ao plástico e podem lixiviar depois de algum tempo. Os plastificantes presentes nos pavimentos de vinil evaporam ficando em suspensão nos ambientes dos prédios. O mais comum deles é o ftalato DEHP (di(2-ethylhexyl)phthalate), é um carcinogênico suspeito e mais de 90% são empregados somente para fazer produtos de PVC flexíveis, incluindo brinquedos infantis e mordedores. Desde 1999, a União Européia proibiu os ftalatos em brinquedos que são levados à boca das crianças abaixo de três anos de idade. ( NOSSO FUTURO ROUBADO, 2008).
As alternativas:
Os plásticos PP, PET e PP são os menos tóxicos, apesar de também envolverem substâncias perigosas, porém são facilmente recicláveis. Algumas tubulações elétricas e hidráulicas já vem sendo desenvolvidas com a reciclagem destes materiais, que são até mais baratos no mercado.
Para a água quente nas edificações, as tubulações em cobre também podem ter problemas ambientais em sua fabricação, por isso indica-se o uso de tubulações Pex ou PPR.
A tubulação Pex é produzida em Santa Catarina pela Climatex/HidroPex.
A tubulação de PPR é fabricada pela Amanco.

Tubulação Pex - os tubos são flexíveis e não é necessário o uso de conexões.

Tubulação para água quente da Amanco (PPR) - solução mais sustentável.